João Alves 2019-05-16T11:43:58+00:00
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JOÃO ALVES

 

“Criativo obsessivo desde 2000, pintor de bolso e de mural, músico cheio de filmes, engenheiro de som e de engenhocas, personagem em 2 filmes, ilustrador amnésico, formador e formando de presidiários, jardineiro de poetas e entre outras actividades inclassificáveis também membro dos colectivos Faca Monstro, Arara e Marvellous Tone.”

João Alves (n. 1983, Porto) é um artista que se move nas margens das convenções sociais dominantes. Nem a formação em belas artes lhe domou o espírito livre e desalinhado que o caracteriza.
Tem feito, por isso, o seu percurso em contracorrente, apartado das luzes da ribalta, sem qualquer avidez de reconhecimento. Em solitário ou em colectivo, tem dado largas à sua multidisciplinaridade criativa no underground do meio artístico nacional sob múltiplos pseudónimos do qual o mais conhecido é o de Selva – anagrama de Alves.

As suas obras representam frequentemente universos surrealistas de tempo indefinido, sobrepovoados por figuras híbridas fantásticas que tanto parecem ter saído de uma festa de carnaval orgíaca do período medieval, como acabadas de chegar do mais remoto espaço sideral para executarem o fim apocalíptico do mundo que conhecemos. Noutros quadros, apresentam-se jogos de máscaras e de espelhos que reflectem situações de antítese marcadamente dualistas, mergulhando não poucas vezes no simbolismo místico e esotérico.

Tudo apresentado propositadamente sem grande refinamento estético, por vezes de forma grotesca, mesmo, numa linha muito próxima da expressão da arte ritual tribal ou da arte mural urbana. É inevitável que se considerem as referências a Hieronymus Bosch ou a Pieter Bruegel, mas que não se descure que estes quadros carregam também, ainda que de forma inconsciente, a nível estético e temático, a memória colectiva portuguesa herdada de personagens maiores de outrora como Gil Vicente, Francisco de Holanda ou Bento Espinosa.

Ao longo de 2018 expôs nos mais diversos espaços, dos quais se destacam as galerias Zé dos Bois, em Lisboa, e a Cruzes Canhoto, no Porto, onde apresentou a exposição “Roda da Fortuna”, com enorme sucesso.

Todas as obras expostas no espaço da Cruzes Canhoto estão agora disponíveis para aquisição online.
Para o fazer, entre em contacto directo com a galeria.

Outras peças de João Alves podem ser vistas nas páginas:
Roda da Fortuna
Desvios e Extravios