ZMB 2019-05-04T12:23:54+00:00
PT | EN
ZMB

ZMB (Rui Lourenço) é um artista autodidacta nascido no Porto em 1973.
Formou-se em Engenharia Electrónica e Telecomunicações, na Universidade de Aveiro, reprimindo na altura o apelo que sempre sentiu pelas artes plásticas. Ironicamente, são as vivências boémias e libertárias do meio académico que o conduzem de novo ao gosto pela arte, ao fazerem despertar nele uma nova pessoa, bem diferente do ser introvertido e recatado que sempre conheceu. A estranheza dessa descoberta, associada a uma crescente inadaptação às exigências dos modelos de sucesso da sociedade, levam-no a desenvolver uma espécie de alter ego que apelida de Zombie (mais tarde abreviado para ZMB).

Em 1995, ainda durante a frequência universitária, começa a desenhar com mais frequência, um pouco como terapia para a desorganização mental por que passa nessa fase da sua vida mas também para compensar a frustração pela escolha de um curso que não o satisfaz.
Em 1997, a pressão dos resultados escolares e o caos em que vive levam-no a uma tentativa de suicídio. Recupera dessa fase menos boa, mergulhando de novo nos estudos, concentrando-se na conclusão da licenciatura. Nunca deixa, porém, de criar. Nos tempos livres, pinta como distracção e escreve o seu primeiro livro sob o pseudónimo de Claudio Mur.

Concluídos os estudos, estagia numa empresa da República da Irlanda, regressando a Portugal quinze meses depois com a intenção de se dedicar à arte multimédia. No entanto, nada corre como desejava, entrando num processo de alienação que o leva a ser hospitalizado, em 2000, no Hospital Conde Ferreira no Porto, onde é diagnosticado com esquizofrenia paranóide. É o primeiro de quatro internamentos num período de oito anos.

Com cultos e gostos profundamente desajustados da corrente de gosto dominante, acaba por se fechar sobre si próprio, passando a frequentar alguns ateliers de arterapia e a expor em locais alternativos da cidade do Porto, como o Espaço T, a Casa da Horta e A Cadeira de Van Gogh. Paralelamente à actividade de pintura, dedica-se à escrita de livros e à composição musical, tudo envolvido num processo não-consciente de expressão surrealista.
Em 2014, devido à ausência de oportunidades válidas de trabalho, reforma-se por invalidez e passa a ser pintor a tempo inteiro.
Em 2016 passa a integrar o círculo de artistas da Cruzes Canhoto.

Todas as obras expostas no espaço da Cruzes Canhoto estão agora disponíveis para aquisição online.
Para o fazer, entre em contacto directo com a galeria.

Outras peças de ZMB podem ser vistas nas páginas:
D’Après
Desvios e Extravios