FACTORÍA DE ANDROIDES 2018-11-19T19:01:38+00:00
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FACTORÍA DE ANDROIDES

Sátrapa

Título:
FACTORÍA DE ANDROIDES
Sátrapa

Data:
14 Abril > 28 Julho 2018 + Uns Dias
Local:
Galeria Cruzes Canhoto, Rua Miguel Bombarda, 452, Porto
Curadoria:
Cruzes Canhoto
Fotografias:
Nuno Marques / Sátrapa / Cruzes Canhoto
Design:
Joana Soares / Sátrapa / Cruzes Canhoto

SÁTRAPA: O GRANDE CRIADOR AUTODIDACTA
Sátrapa surge no final de 2013, como um alter-ego que resulta de uma conjugação de factores envolvendo um inverno particularmente rigoroso e uma crise existencial pessoal ligada a uma crise social global. Nessa altura, ocorre um fenómeno raro, tanto físico quanto metafísico, semelhante a uma colisão de átomos, com a libertação de uma quantidade significativa de energia que gera uma febre de expressão artística.
No meio do seu fervor criativo, Sátrapa decide em 2014 fundar a Factoría de Androides, um espaço onde os robôs começam a surgir espontaneamente, autocriando-se, sem o apoio concreto de um artista. O que começa por ser um exercício de alienação, ficção e fantasia, rapidamente evolui para algo maior, sem controlo, quando os andróides criados por Sátrapa acabam por se apropriar das suas vidas ficcionais e se tornam responsáveis ​​pelas suas próprias acções.

OS ANDRÓIDES: DA PINTURA À ESCULTURA
Todos estes seres estranhos têm um rosto e uma história de vida, normalmente ligada à transformação brutal que a sociedade sofreu na viragem da última década. São os promotores e as vítimas dessa crise que são retratados por Sátrapa, no início em pintura, de forma ingénua, em acrílico sobre madeira ou cartão. Desde o retrato de uma pessoa recentemente expulsa da sua casa, até ao de um banqueiro alheio ao drama que se estava a viver, um longo desfile de rostos e corpos muito pouco convencionais foi sendo criado, em alguns casos inspirados por características de personagens reais.
Depois de uma evolução técnica e de um aprofundamento expressivo, estas figuras vão-se transformando em seres radicais e selvagens, personagens híbridas extremamente desoladoras. Logo de seguida, um impulso intuitivo visionário provoca uma nova metamorfose e as figuras presentes nas telas dão lugar a esculturas criadas a partir de resíduos urbanos. Nascem assim os andróides da Factoría.

A FÁBRICA: O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO
A primeira fase do trabalho consiste na reciclagem de materiais provenientes de aparelhos de uso doméstico (cafeteiras, candeeiros, contadores eléctricos, computadores, etc.). Cada uma destas peças serve de mote e base para o desenvolvimento do desenho e da construção da figura completa. A seguir, são incorporados outros materiais, igualmente reciclados, intervindo-se na base em maior ou menor grau, usando apenas rebites para juntar as partes. A obra é completada com um trabalho aprimorado de pintura, usando técnicas de graffiti.
Cada peça é absolutamente singular, tem uma aparência única e uma personalidade específica.

A EXPOSIÇÃO: FANTASIA E ECOLOGIA
O objetivo da exposição é levar ao público em geral o universo de fantasia que está na base do conceito da Factoría de Androides. Um mundo onde se misturam elementos do cinema de monstros de série B com os da literatura de ficção científica, e os do desenho industrial com os das artes plásticas.
Fugindo da pompa que envolve as mostras da arte contemporânea convencional, Factoría de Androides pretende igualmente despertar o interesse das pessoas de todas as idades pelas infinitas possibilidades artísticas que apresentam os materiais que normalmente são destinados ao lixo: pedaços de madeira, peças de eletrodomésticos, tubos de alumínio, latas de conservas. Qualquer um destes materiais pode ser usado pelo Gran Sátrapa para construir os andróides que formam o núcleo da exposição.
Como complemento do conjunto das esculturas em metal, serão exibidas as pinturas de acrílico sobre madeira e cartão que estiveram na base daquelas criações.

Todas as obras expostas no espaço da Cruzes Canhoto estão agora disponíveis para aquisição online.
Para o fazer, entre em contacto directo com a galeria.

PARTE I

ESCULTURAS

PINTURAS

PARTE II: MARTE CONTRA-ATACA

ESCULTURAS

PINTURAS