SANTOS, DIABOS E OUTRAS BESTAS 2020-02-01T12:29:35+00:00
PT | EN
SANTOS, DIABOS E OUTRAS BESTAS

Idalécio

Título:
SANTOS, DIABOS E OUTRAS BESTAS
Idalécio

Data:
18 Janeiro > 13 Março 2020 + Uns Dias
Local:
Galeria Cruzes Canhoto, Rua Miguel Bombarda, 452, Porto
Curadoria:
Cruzes Canhoto
Fotografias:
Pedro Soares / Cruzes Canhoto
Design:
Pedro Soares / Cruzes Canhoto

Idalécio é um artista outsider, auto-didacta, nascido em 1952, numa aldeia do interior do distrito de Aveiro. Órfão de pai, cresceu na casa rural de um tio, onde se fez homem e metalúrgico. Foi aí que, anos mais tarde, começou secretamente a pintar e a esculpir de forma espontânea e intuitiva, sem pretensões artísticas nem interesse em revelar o acervo que foi acumulando ao longo da vida. A produção era tão prolífica, que os compartimentos da casa acabaram completamente preenchidos pelas suas insólitas criações. Quem lá entrasse, deparava-se com um conjunto de galerias surrealistas aparentemente caóticas, mas que eram resultado de um processo entrópico obsessiva e meticulosamente controlado pelo artista.
Em Abril de 2016, após vários meses de contactos, é inaugurada a exposição “D’Idalécio… Todos Temos um Pouco” na galeria Cruzes Canhoto, no Porto, mostrando-se pela primeira vez ao público as esculturas e as pinturas deste artista invulgar. Apesar do enorme sucesso da exposição, Idalécio preferiu manter-se no anonimato e continuar na fábrica onde sempre trabalhou, criando apenas nos tempos livres. Só em Setembro de 2017, aquando da sua segunda mostra na Cruzes Canhoto, “Metalúrgico Sexagenário”, ele aceitou revelar-se ao público e à imprensa.

Se no início da sua actividade criativa ainda eram evidentes algumas incoerências estilísticas, na produção mais recente é perceptível uma maior coesão de estilos, formas e temas, resultado de um processo evolutivo bem sucedido na direcção de uma linguagem própria absolutamente singular. É o que se pode perceber nesta nova exposição, “Santos, Diabos e Outras Bestas”, onde Idalécio, já sem ter nada a provar, escusa-se a evidenciar quaisquer tipo de exibicionismos, reduzindo as formas e as cores ao essencial, muitas vezes monocromáticas. O artista, a brincar, chama-lhe a sua fase Zen.
Nas esculturas, na maioria dos casos, usa apenas como ferramentas um machado, uma serra de lenhador, um martelo e tinta spray. Nas pinturas aqui apresentadas, a preto e branco sobre madeira, utiliza simplesmente uma “trincha de trolha”. É este processo criativo que confere ao corpo da obra o mesmo aspecto bruto, primitivo e minimal que caracteriza cada uma das figuras ali representadas, sejam elas santos, diabos ou outras bestas.

Todas as obras expostas no espaço da Cruzes Canhoto estão agora disponíveis para aquisição online.
Para o fazer, entre em contacto directo com a galeria.

PINTURAS

ESCULTURAS